Rejeição, ferida emocional.



Coluna semanal Clinica Ciclos 
Por: Psicóloga Manuela Fiorin 
Rejeitar – desprezar ou recusar. 

Podemos traduzir em: não amar algo ou alguém. É ai que começa a nascer a ferida, a rejeição. Dos pais com seus filhos, ou as vezes se sentem rejeitados sem realmente acontecer a rejeição.

A pessoa que passa por essa experiência, cria em si uma máscara para se proteger deste sentimento, ligado a desvalorização de si mesmo, caracterizando em uma personalidade mais retraída, mais tímida. Sendo sua primeira reação a de “fugir”, isto é, se isolando. Para as crianças a fuga seria a criação do seu mundo imaginário, uma vez que no real não está encontrando sentidos.
Esta rejeição causa no individuo mudanças e personalidades, muitas vezes, não benéficas, uma delas é que irá sempre viver em busca de aceitação do outro para consigo, viver sempre buscando e fazendo a perfeição, algo que não acontece. Encontrando muito mais conflitos internos e intensificando o sintoma da rejeição.
Palavras como “nada”, “inexistência” e “desaparecer”, fazem parte de seu vocabulário, confirmando o seu sentimento de rejeição que carrega dentro de si. É normal que com isso o indivíduo prefira a solidão. Vive em uma constante contradição, pois quando é escolhida não acredita e rejeita a si mesma, e quando acontece o contrário, sente-se mais ainda rejeitada.
Com o passar do tempo se essa feriada não é cuidada e tratada o indivíduo compartilha de comportamentos rancorosos e sentimento de ódio. Quanto maior for formando sua feriada, maior a probabilidade de rejeitar o próximo e se sentir rejeitada.
A origem de qualquer ou da maioria das feridas emocionais provém da incapacidade de perdoar aquilo que os demais fizeram conosco ou o que nós mesmo fizemos.
Contudo, a ferida da rejeição pode ser curada com uma atenção especial a autoestima, começando a se auto valorizar e se auto reconhecer, sem precisar da aprovação dos que o cercam. Aceitar a ferida como parte de sua vida para poder liberar todos os sentimentos presos a ela. Uma vez que consegue a aceitação, o segundo passo é perdoar-se do passado e consequentemente se tratar com mais amor e prioridade.

O valor que merecemos é uma necessidade emocional imprescindível para continuar crescendo. Pois, não podemos e nem conseguimos apagar o sofrimento que nos foi causado, por nós mesmo, algo ou alguém, mas, podemos sim lidar com elas da melhor maneira possível, ajudando assim em sua cicatrização. 


Para saber mais sobre esse assunto, e outros muito relevantes, a respeito de saúde mental, fonoaudiologia, fiquem atentos as nossas publicações, e também no portal da Clinica Ciclos



Manuela F. Juliani – Psicóloga

Cristina R. Gimenes – Fonoaudióloga 


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