Um relato de vida, perante os percalços de ser mãe.


Na véspera do dia das mães, relembro com carinho quando estava grávida da minha primeira filha, foram tantos sentimentos, emoções, sonhos que eu não cabia em mim. 

A alegria foi vivida mês a mês, foto a foto, até o momento tão esperado do nascimento da Thaís,
em 10/10/2003, a minha princesa veio ao mundo e o  meu mundo caiu  a Thais era especial,  eu que sempe me organizava em tudo, para ser tudo como eu queria descobri que eu não era Deus e não podia controlar o destino.

Inconformada e ainda em estado de choque me tornei mãe de UTI, aprendi em três meses dentro  da UTI infantil  o que não tinha aprendido em 28 anos de vida.

Aprendi que não sou perfeita, que a dor de um filho é terrível, que a impotência perante a dor nos fere a alma e o mais importante descobri o que todas as mães já sabem:  que eu era capaz de dar a minha vida por minha filha, mas não é assim que as coisas funcionam...

Nos primeiros cinco anos de vida da Tata criei ela com todo amor, carinho e proteção de leoa que ela merecia, muitos achavam que ela não entendia, mas era só acontecer algo que a Tatá dava um jeito com o olhar de me avisar.

Ela foi  amada, estimulada, paparicada, aprendeu a brigar, a reagir quando algo não era o que queria, aprendeu a sorrir e a demonstrar amor, vivíamos momentos felizes



as limitações da Thais nunca, nos impossibilitou de leva-la a um teatro, circo, cinema... Ela vivia tudo o que podia e queria.


Ela era minha dose diária de carinho.
Quando a  Thaís estava com 5 anos engravidei novamente e  tive nove meses de angustia, ansiedade, pressão alta, medo... já que não tínhamos como ter certeza que ocorreria tudo bem. 

No dia 20/09/2008 a Helena chegou para fazer parte da loucura da casa, minha pequena integrante aprendeu desde cedo que a nossa casa era repleta de gente, era sempre um entra e sai de profissionais  com a Thaís que a Helena se acostumou com tudo relacionado à área de saúde e até hoje me orgulha quando vai tirar sangue e da o braço tranquilamente.



Para a Helena... Também irmãs são assim, eram momentos inesquecíveis. 

Em Janeiro de 2014 meu mundo caiu, Thais partiu tão rápido que não sabia que tinha me atingido, foi rápido demais no dia 03 de Janeiro assistimos Frozen no cinema e no dia 05 ela partiu, simplesmente partiu sem dor ou sofrimento, era sua hora e me fez perder o chão.

Acho que toda mãe especial sabe que um dia isso vai acontecer, por mais que o filho seja especial nunca estamos prontas para sua partida, um pedaço nosso morre também.

A casa cheia de vida e gen
te agora era silenciosa, como me faz falta o barulho do concentrador de ar e do respirador, além da bagunça gostosa das enfermeiras da Thaís, muitas sempre tão presentes, com 10 anos ali , fiéis escudeiras da Tata.

No meio deste turbilhão de emoções, tinha Helena tão frágil e tão triste, não tinha como deixar a peteca cair e juntas, buscamos outras saídas para voltarmos a sorrir, Helena foi fazer curso de ballet, ginástica rítmica, teatro, passarela... e eu corri  atrás de seus sonhos.

Acredito que toda mãe faz tudo  que pode pelos filhos e eu fui em busca do sonho da Helena e hoje após três anos da Thais ter partido o grande sonho da Helena se tornou realidade, adotamos um bebê, lindo, fofo, mandão e que está sendo muito amado.



Ele não substituiu o lugar da Tata mas veio  agregar novos sentimentos e carinho a todos nós.

Ao ver nosso pequeno príncipe pela primeira vez, foi igual ao olhar da maternidade é um amor sem igual, é uma emoção que toca a alma e constrói pontes, na adoção não tem barreiras, tem construção de pontes feitas no elo do amor , de  doação.


Hoje eu sou mãe de duas meninas e um menino, não tem como não chorar no dia das mães, por sentir saudade da Thais, tristeza nunca, mais a saudade é eterna.,ela sempre estará conosco em nosso coração, em nossa mente , nos nossos atos, pois ela ensinou a amar, a ver a vida diferente, a respeitar o momento e saber que Deus esta no comando sempre...

A nós mães, cabe a consciência de que somos especiais, elo de vida, sorriso que aquece, braço que acalma nosso filhos, e com tudo isso devemos diariamente bater nos ombros e falar muito bem, você é demais.

Finalizo com a foto da minha  família  completa e cheia de luz e vida 


E desejo nesta semana  a todas a mães que choram, vibram, dão risadas com seus filhos,que carregam o mundo na costa por eles, que este elo de amor, respeito e cumplicidade seja eterno e construído sob a luz da confiança e amor. Feliz dia das mães!


Carinhosamente,

Audrey

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