A polêmica dos andadores

Todas as semanas recebo contatos com a seguinte pergunta: “vocês alugam andadores?”. Respondo que sim, alugamos andadores apoiadores, e envio fotos dos modelos, ao qual geralmente ocasionam o comentário: Mas vocês não tem daquele outro tipo? que coloca o bebê dentro?. Não, não temos. E é hora de falar o porquê.

Nas décadas de 80 e 90 eram populares os andadores tradicionais em que o bebê era colocado no centro e rodinhas permitiam o movimento. Eram conhecidos por vários nomes, como “voador”, “certinho” ou “anda já”. Em geral tinham partes metálicas e plásticas e provavelmente foi usado na infância por várias adultos que hoje estão lendo este texto.





Esse cenário começou a mudar no início dos anos 2000. Com a internet e a disseminação da comunicação instantânea, ficou cada vez mais claro que o andador e outros brinquedos das décadas passadas não eram seguros, não auxiliavam no desenvolvimento infantil e ao contrário, poderiam prejudicá-lo. Foi necessário o advento era da informação rápida para que as noticias sobre acidentes graves e até óbitos chegassem a um número maior de pessoas e o assunto pudesse ser discutido. 

Em alguns países como o Canadá e a Inglaterra a comercialização de andadores já é proibida há mais de uma década. Em outros países como a Alemanha, Estados Unidados e a Turquia, movimentos iniciados por pediatras e fisioterapeutas acabaram por desencorajar o uso. No senado brasileiro, tramita desde 2013 um projeto de lei que visa proibir o comércio de nadadores em todo país. Uma liminar da justiça gaúcha no mesmo período chegou a proibir a comercialização por um tempo. Em 2016 o INMETRO iniciou estudos e elaboração de uma regulamentação, ainda não divulgada, deixando os fabricantes apenas com orientações da Sociedade Brasileira de Pediatria. 

A seguir, algumas razões pelo qual o uso deste modelo antigo de andadores tradicionais é desaconselhado: 

- O andador faz com que a criança salte várias etapas do desenvolvimento, o que inclui as quedas no início da aprendizagem, o que torna a aquisição de equilíbrio limitada e pode ainda deformar a estrutura óssea e muscular das pernas, além do atraso do inicio da marcha (em especial em bebês menores que movimentam-se nas pontas do pés neste tipo de andador).
- Gera uma sensação de “falsa liberdade”, uma vez que a criança não fica livre para explorar o ambiente, ao contrário. Um simples objeto no chão torna-se inacessível.
- Os acidentes podem provocar lesões graves. Os acidentes mais comuns são as quedas, quando os bebês usam os pés para se impulsionarem e batem com a cabeça, em geral a primeira parte a tocar o chão quando em um andador, além das quedas em degraus e até afogamentos em casos que andadores caíram em piscinas.
- Alguns bebês que utilizam andadores por muito tempo tornam-se inseguras no momento em que precisam andar sem qualquer apoio, demorando ainda mais tempo para poder andar sozinhas.
- Muitas vezes é utilizado como instrumento para o bebê se distrair enquanto os pais realizam lutas atividades - o que é duplamente perigoso, já que a utilização de um brinquedo sem supervisão facilita os acidentes.





E então os pais perguntam: E o que existe para que possa auxiliar meu filho no aprendizado dos primeiros passos?”. O que é recomendado são os andadores modelo apoiador de empurrar. Neles o bebê fica em pé e se apoia em uma estrutura de tamanho e inclinação adequados, com rodas com controle de velocidade e aderência, com diversos itens interativos. Desta maneira é realizado o movimento correto e natural do andar, auxiliando verdadeiramente nesta fase tão importantes.


Agora que já ficou claro a diferença entre os andadores, a BRINCAMP está sempre a disposição para auxiliá-los e com diversos modelos de andadores apoiadores para tornar ainda mais especial os primeiros passos.

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BRINCAMP
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